segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Empresários

De há uns tempos para cá, tornei-me numa coisa parecida com "empresário" a nível profissional. Lentamente vou tendo noção das coisas. De como é diferente trabalhar para outrem ou trabalhar para nós. Dos encargos, das capacidades dos portugueses, do consumo, das taxas de câmbio, da importância do financiamento às empresas. Da necessidade do diálogo e da motivação, das inúmeras horas a trabalhar. De como somos um país que só tem de evoluir. Eu que até à bem pouco tempo era um técnico razoavelmente remunerado (mas tb sem metade das minhas actuais preocupações).Não é nada fácil isto do empresário, nada mesmo. Porque este país não produz, não gera riqueza, não vale a pena investir. Seja como for é o nosso e seja como for também não tive grande opção nesta minha pseudo escolha. Este país precisa é de todos nós - trabalhadores e empregadores. Precisa e precisa muito, por isso toca a fazer com que os nossos filhos tenham algo porque ficar. Toca a ter orgulho neste nosso Portugal. Toca a reunir e lutar. Para bem de todos nós e das gerações futuras.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Coisas simples


Estou mudado. Mudado em muita coisa. Não sei se melhor. Estou simplesmente mudado. Cresci é certo. Se calhar é mesmo por isso, porque cresci. No meio desta mudança tenho descoberto algumas coisas boas e outras menos boas. Entre as boas, destaco a minha recente capacidade de reconhecer, de reconhecer e estimar aqueles de quem gosto. E por eles voltei a lembrar-me como são saudáveis e importantes (apesar de simples) gestos tão quotidianos como oferecer castanhas assadas (sabe tão bem com este frio passar na rua e ver aqueles carrinhos cheios de castanhas - umas já assadas e outras em vias de o serem. Sabe bem a tradição) ou uma mera caneca ou meias da Disney. Porquê ? Porque sim. porque me lembro deles em cada instante do meu dia. Porque quero que eles saibam que me lembro sempre deles. Porque gosto deles. Porque oferecer também enche a alma. Porque eles me enchem a vida.

Autor - Oscar Wilde

Escolho os meus amigos não pela pele ou por outro arquétipo qualquer, mas pela pupila.Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.A mim não me interessam os bons de espírito, nem os maus de hábitos.Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.Deles não quero resposta, quero o meu avesso.Que me tragam dúvidas e angústias e aguentem o que há de pior em mim.Para isso, só sendo louco.Quero-os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.

Escolho os meus amigos pela cara lavada e pela alma exposta.Não quero só o ombro ou o colo, quero também a sua maior alegria.Amigo que não ri connosco não sabe sofrer connosco.Os meus amigos são todos assim: metade disparate, metade seriedade.Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade a sua fonte de aprendizagem, mas que lutam para que a fantasia não desapareça.

Não quero amigos adultos, nem chatos.Quero-os metade de infância e outra metade de velhice.Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa.Tenho amigos para saber quem eu sou.Pois vendo-os loucos e santos, tolos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que a normalidade é uma ilusão imbecil e estéril.


segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Keep it simple

Já sei o que vou pedir ao Pai natal. Aqui vai: que me transforme numa pessoa simples. Só isso basta-me. Parece um pedido sem ambição, pequenino, mas não é, acreditem que não é. Porque é uma merda ser uma pessoa complicada. Complica a nossa vida e das pessoas que nos rodeiam. Queria ser uma loura burra e descomplicar. Porque isto de ser complicado até a mim me farta. Estou farto de mim, de me aturar, de me ver ao espelho, de me cheirar, de me enfrentar todos estes anos. Parar, por vezes é bom parar, para simplificar, para tentar simplificar. Como se isso fosse possível.

Bom como uma bomboca

É bom termos quem goste de nós. Que goste genuinamente de nós com todas as nossas características e sinais. Com todas as nossas gorduras, rugas e entradas. Pessoas que nos vêem, que nos sentem, que nos entendem. Já era bom em criança e continua a ser bom em adulto. Temos necessidade de alguém que goste de nós. Se calhar porque nos faz amarmos mais a nós próprios. Se calhar porque o corpo também se alimenta dos outros, do nós nos outros e dos outros em nós. Devíamos respeitar e venerar as pessoas que gostam assim de nós, pessoas genuínas. Porque quando se perde - seja porque motivo for - uma pessoa dessas também se perde um danoninho de nós. Lembro-me que na minha vida encontrei pessoas assim. Bom, se calhar não era bem assim, mas era do género. Pessoas que não esqueci, pessoas que não seria justo esquecer.

Por vezes

Por vezes é apenas uma questão de oportunidade, de timing, de se estar no sítio certo à hora certa. Isto a propósito de haver pessoas com as quais nos cruzamos na vida que teriam um papel necessariamente diferente no nosso dia-a-dia se as tivéssemos conhecido em circunstâncias diferentes, noutro tempo. Pessoas que merecem mais do que lhes podemos dar naquele determinado momento. Pessoas que em circunstâncias normais nos fariam bem, muito bem, mas que não o fazem agora. Agora não. Mas não é por entrarem na cena errada que passam a ser pessoas menores, actores medíocres. São antes pessoas fora do tempo, do tempo certo Há muitos casos assim. Paletes deles, digo eu. Porque para tudo há um momento conveniente, adequado.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Podemos...

Podemos andar desorientados. Podemos andar perdidos, sem saber para onde ir ou cair. Podemos andar com a cabeça em Marte ou Saturno. Mas mais tarde ou mais cedo, caímos em nós, no planeta Terra. Mais tarde ou mais cedo, bate cá dentro com toda a força do mundo. Mais tarde ou mais cedo, perdemos as dúvidas. Mais tarde ou mais cedo, não temos dúvidas dos nossos amores. Os meus amores são aqueles com quem quero passar os meus anos, o natal, e demais dias do ano. Os meus amores sei bem quem são.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Neste mundo

Num mundo cada vez mais problemático, num mundo cada vez mais incerto, num mundo cada vez menos seguro, importam cada vez mais as pessoas. As verdadeiras pessoas, as que merecem que se lhes chame "pessoa", "ser humano".

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

A China ao poder

Compreendo que a China tome conte deste pequenito País. Se já o fez em relação a outros colossos como os EUA, como não o faria connosco. Podiam era ter um ar mais simpático, menos carrancudo. Mais atencioso. Podiam sorrir mais, ser mais bonitos e menos estranhos. Eu por mim preferia ser tomado pelo povo brasileiro. Ao menos têm o samba, a boa disposição, uma cor de fazer inveja e fazem uns excelentes sumos de fruta.

Relações amorosas

As relações amorosas (daquelas que se prezam) estão a morrer. Porquê ? Porque não as alimentamos, porque não lhes damos atenção. Porque quase tudo vem primeiro. A TV, o jornal, o computador, as tarefas de casa, os filhos, as dores de cabeça. Por isso secam, por isso caem lentamente no meio do chão. Porque se leva o trabalho para casa, e se monta o escritório no meio do quarto. Porque "se queres faz tu." Porque "vai-te lixar e não me chateies".Por isso tudo e mais alguma coisa. Não é por causa das brasileiras, das chinesas, das africanas ou das mulheres tricolores. Sejamos honestos. É porque as pessoas deixaram de ter paciência, de ter tempo, de saber amar, de lembrar o outro, de retribuir, de saber cuidar. E cuidar é fundamental. Heróis são aqueles que sabem estimar.

Filmes e realidade

Desde puto que vejo filmes em que as personagens se amam, mas que acabam por ficar separadas. Uma tontice. Que apenas em filme se compreende, que apenas no ecrã faz sentido. Porque a vida real é diferente. Deveria ser diferente. Estupidamente ou não, não é assim tão diferente.

GG - 24 Nov.

Espero que a greve geral de 24 de Novembro seja um sucesso e que no dia seguinte este país acorde como que renascido das cinzas. Com pessoas (nas quais me incluo, claro está) mais capazes, mais competentes, mais qualificadas, com mais ganas, com mais alegria. E já agora com mais matérias primas, com mais riquezas naturais. Porque só um milagre é que salva esta gente, a minha gente, a nossa gente.

Pessoas

Detesto pessoas que abusam. Daquelas que se dá um dedo e que logo a seguir nos querem tirar o corpo todo. Tenho dificuldades em lidar com pessoas assim. Porque creio no bom senso, na inteligência das pessoas. Mas não é assim. Há pessoas às quais nem uma unha lhes podemos dar. detesto essas pessoas. Porque me fazem ser uma pessoa que não sou.

Tinha de ser !

Não ficava bem comigo próprio, senão referisse a esmagadora vitória do meu FCP sobre o SLB. Soube bem, soube muito bem. Tipo leitão da bairrada. E ver aquele estádio lindo, cheio, vestido de azul e branco melhor me soube. Faltaram apenas os meus pequenotes ao meu lado, mas infelizmente neste país o futebol ainda é uma guerra, com forças policias à americana e helicópteros a sobrevoar estádios. Aos jogadores, treinadores e restante staff do FCP quero apenas agradecer pelas inúmeras alegrias que me dão. Por poder dizer aos meus filhos que somos os maiores, que somos vencedores. Que seremos sempre uns campeões.

Engordei

É um facto que me doí, mas engordei. Engordei fisicamente. No sentido inverso ao meu emagrecimento como Pai e como marido. Se pudesse, preferia que fosse ao contrário. Dava-me mais paz e alegria se fosse ao contrário, muito mais.

Pois é!

Dou comigo a pensar que há coisas que não deveriam ter acontecido. Que não deveria ter sido assim. Apesar disso acho que o mundo já deveria ter dado a volta, que o sol já deveria ter ofuscado as nuvens. Isso é o que eu, humilde pecador, acho. Não é que aqueça ou arrefeça, mas acho. Simplesmente acho. Acho também que me esforço para continuar a ser o melhor que sei de mim mesmo. Não sei por quanto tempo. Porque caminhar em direcção a coisa nenhuma dá uma gigantesca sensação de vazio. Mas enquanto tiver forças vou continuar a tentar tirar o melhor de mim. Mesmo que me sinta a caminhar sob a água. Enquanto as forças me deixarem.

sábado, 23 de outubro de 2010

Obrigado a ti que não te conheci


Não te conhecia. Vi-te o rosto. Ouvia-te o nome. Mas não te conhecia. Não fazia sentido ser de outra forma. Não podia ser de outra forma. Mas acredito que terás sido uma pessoa boa, generosa, plena, como dizem. Da minha parte apenas te quero agradecer por teres sempre sido tão bom com as pessoas que mais amo no mundo. Lamento. Mesmo. De verdade ! Por ti, por quem te era próximo. Porque pelo que dizem, todos ficaram mais pobres. Mas que porra, as pessoas boas não deixam de ser pessoas. Também morrem. Nisso, são exactamente iguais às más, às que não prestam. A ti, obrigado! Do fundo do coração.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Tal e qual

É como dizes. Faltam-me as pernas. Faltam-me os braços. Faltam-me os olhos, os lábios. Faltam-me os sorrisos. Aos milhares, faltam-me aos milhares. Vingo-me na música - essa linda e infindável companheira.

Há dias


Há dias em que me sinto vazio, oco. Em que só me apetece estar enrolado em mim, num qualquer canto escuro. Longe de tudo e de todos. Há dias em que não consigo disfarçar a tristeza, a solidão, a revolta interior. Há dias em que devíamos usar uma máscara que escondesse as nossas lágrimas secas, mas existentes. Hoje vou-me vestir de palhaço, pq não devia haver dias assim. Porque viver é suposto ser uma festa.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Tango

São preciso dois para dançar o tango. Pois é! E também é preciso que esses dois saibam e queiram dançar.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

A minha casa

No filme a "Troca", o actor principal responde, a determinada altura do filme, a um amigo que o manda ir para casa - "a minha casa são eles" (a mulher que ama e o filho). É mesmo assim. A nossa casa são as pessoas que amamos e não qualquer apartamento mais ou menos bonito.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Julieta


Ontem fui ver o filme "Cartas a Julieta". Interessante, divertido, light, romântico, belo. Como a vida deveria ser. Eu tive a sorte de encontrar a Julieta da minha vida. Foi nela que pensei ao ver o filme. Será sempre ela a minha Julieta. A Julieta da varanda da minha vida. Até ao resto dos meus dias.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Oh trabalho vai-te embora !


Aviso já que vou ser um pouco controverso neste post. Pois aqui vai: há, de facto, muitos e muitos portugueses que preferem ganhar o dinheiro do subsídio de desemprego a trabalhar por um valor mensal a rondar os 500 euros. Porque é mais fácil. Porque trabalhar custa. Porque a fiscalização é uma banana. Porque as empresas não denunciam situações como essas, para já. Porque o futuro logo se vê. Sei porque já presenciei imensas situações dessas, de pessoas que recusaram trabalho. Sim, que recusaram, com a maior das latas, trabalho similar ao que praticavam antes. O que me faz sempre desacreditar neste país, neste povo, nestes governantes E sim, o bloco de esquerda não sabe do que fala. Porque há muita gente que quer mesmo estar desempregada. Porque a Europa somos todos nós. Porque a Europa está desactualizada no xadrez da economia mundial . E vai estar nos próximos anos. Chama-se a isto a economia real com que as empresas se depararam no dia-a-dia. Claro que também há imensos casos com vontade de trabalhar, de seguir em frente, de lutar. Há. São é menos, bem menos. Que vergonha, meu Portugal

Coisa boa

Tenho uma coisa boa comigo. É que quando erro, admito. Pode demorar um danoninho mas admito. Assim como admito que tenho mau feitio. Que sou explosivo, exagerado. Entristece-me são aquelas pessoas que me sendo queridas, não admitem as suas falhas, os seus erros, os seus maus momentos. Mas enfim, de erros somos feitos todos nós.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Desresponsabilização ou olhar para o lado errado das coisas


Há muitos casais que se divorciam a partir do momento em que têm filhos. Há. É verdade. Não há como não admitir. O meu casamento foi também por esse caminho depois do nascimento do J. Durante algum tempo quis acreditar que tal ocorreu devido ao seu nascimento, aos três estarolas. Mas agora não acredito. Não posso acreditar. Aliás, aceitar isso seria uma autêntica estupidez. Acabou porque tinha de acabar. Porque não estava bem. Porque houve coisas que se perderam ao longo do tempo. Porque as pessoas mudam ao longo da vida, com ou sem filhos. Mas mesmo que não tivesse sido por isso. Mesmo que, teoricamente (o que só por mero raciocínio académico, admito) tivesse sido pelo "excesso de crianças" (perdoem-me a anormalidade que acabo de escrever), não me arrependo nada de os ter tido. Sim, porque não são só as mães que dão à luz os filhos. Nada nem ninguém é mais importante que os meus filhos. Nem eu, nem o meu casamento. Nem a minha vida. Mas, sejamos honestos, não foi por isso. Dizer o contrário seria um acto de cobardia da minha parte e uma desonestidade para com os meus três anjos. Seria um insensato exercício de desresponsabilização. E da minha parte podem contar sempre, mas sempre, com tudo de bom, porque é tudo de bom o que tenho para lhes dar e nada de mal ou menos bom.

Crianças

Sempre que leio ou ouço uma notícia em que uma criança morreu ou ficou gravemente ferida, fico com o coração dilacerado, partido em mil pedaços. Porque não devia ser assim. Porque todas elas deviam morrer de velhinhas, cair de podres, de maduras. Porque os anjos, com ou sem asas, deviam ser eternos, imortais. Porque nenhum caixão, mesmo os brancos e singelos são bonitos. Porque nenhuma morte é aceitável, muito menos as de crianças. Crianças com uma vida inteira para ser vivida, para ser sentida, sorrida e chorada. Porque os gritos delas enchem o nosso mundo de vida, de magia. Às vezes, em excesso, é certo. Mas é mesmo assim, elas não sabem essa coisa das "meias-medidas". Porque os seus sorrisos são um remédio para qualquer mal. Porque são apaixonantes. Porque, obviamente, me lembro dos meus pequeninos. Porque ser pai muda toda a nossa perspectiva de vida, muda-nos completamente, por dentro e por fora. Porque ser pai nos transforma numa outra pessoa, nos torna mais coração e menos razão. Porque amo os meus filhos profundamente, cada vez mais a cada dia que passa. Porque sem eles a minha vida seria um vazio inimaginável. Porque a partir do momento em que nascem já nada mais será igual. Porque, como costumo dizer ao M., estarei sempre aqui para eles, até ser velhinho. Porque eles são um gigantesco pedaço de mim. Como todos os filhos são um enorme pedaço dos seus pais.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

FDS de um dia.

Hoje é sexta-feira. Adorava dizer que o meu fds começa hoje à noite. Mas não, os meus fds começam apenas ao sábado à noite. Sábado é dia de trabalho como qualquer outro. E que falta faz um fds de dois dias.

Pessoas


Conheço muitas pessoas. A grande maioria delas bem formada, com valores. Como se costuma dizer, boa gente. Tenho essa sorte. Depois conheço (bem que dispensava) pessoas que não compreendo onde bebem tanta maldade, onde vão buscar tão maus princípios e desvalores. Parece que foram criadas no meio do fogo, do lodo, da lama. Pessoas que vêm o que mais ninguém vê. Que respiram má formação. E assim insistem em continuar. Mesmo que a vida delas seja tão curta como a nossa. Ainda me custa digerir pessoas deste cariz. Porquê ? Porque, inocentemente, acredito que o ser humano por norma é bom. Acho que tenho de rever esta minha crença, e rapidamente. Aliás, se pensar bem certamente me vem à memória pessoas que, ainda crianças, denotam já traços de malvadez.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Escrever

Adoro! Adoro quando sou assolado por uma vontade louca de escrever. Como se fosse uma brisa que a correr me afaga o corpo. Mas que apesar dessa correria retorna à base. Como o filho pródigo que não esquece o lar da sua infância. E que quando acontece me faz sentir extraordinariamente bem, estupidamente acordado. Há quem seja viciado em correr, eu, por meu turno, sou viciado em escrever. Faz-me sentir maior, melhor, diferente. Porque todos nós somos indubitavelmente diferentes, únicos. Curiosamente, ou não, tudo começou contigo. No teu regaço. Lembraste ? Aliás, quase tudo começou contigo. Houve entretanto coisas que se perderam e outras que ficaram. Mais, que se solidificaram. Esta vontade de exprimir sentimentos colou definitivamente em mim. Grudou, como dizem os nossos irmãos brasileiros. Foi uma das muitas coisas boas que me deste, ou melhor, que me fizeste descobrir em mim. Por isso, e por mil coisas mais, estou-te grato. Mas sem leitores, a escrita é como um templo numa cidade perdida. Gradualmente, à medida que o tempo avança, fica tapado pela vegetação. Perde todo o seu esplendor. Eu sou como esse templo (a humildade hoje ficou a dormir em casa). Eu brilho porque cada um de vocês me transforma em ouro a cada visita. Respiro porque vocês fazem o favor de me fornecer o oxigénio em cada uma das vossas passagens por esta terra de devaneios que é este tresloucado blog. Porque os blogs não são um produto do autor, mas antes dos seus co-autores.Por isso, meninos e meninas, príncipes e princesas, vocês são também o meu reino. O nosso reino. Mil vezes obrigado.

Mitos


Às vezes criamos mitos, construímos mentiras para nosso próprio consumo. Para que seja mais fácil uma tomada de posição. Para que seja mais confortável sustentar os nossos fundamentos. Para que possamos racionalmente alicerçar as nossas teses. Para que o dia-a-dia seja mais suportável. Para que uma mentira dita interiormente mil vezes se transforme em verdade. Embora no fundo, bem lá no fundo, saibamos que não temos razão, que não é bem assim. Criamos uma espécie de escudo face a nós próprios, um mecanismo de defesa que veda a passagem., uma muralha da china só nossa. Aparentemente sólida e intransponível face a momentos de fraqueza. E até acredito que funcione durante um tempo. Mas, a médio, longo prazo cairá tal e qual uma máscara. E quando cair, cairá com ela muito mais do que um pano, cairá também um pedaço da nossa vida. Porque a verdade, a verdade verdadeira, essa é como um corpo perdido na água - acaba sempre por vir à tona. E nessa altura irá doer muito mais.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Disparates

Disserem-lhe que a nossa relação é doentia. É impressionante como o disparate é livre e não paga impostos. É impressionante como nos tornámos em opinion makers, mesmo sem saber do que falamos. Mesmo sem conhecer. De facto, às vezes mais valia estarmos calados. Eu próprio incluído, em muitos dos meus posts. Mas não falo de pessoas e relações que não conheço. Tenho essa decência, esse bom senso. E ofende-me quando os outros não o têm.

Erros e erros


Lembro-me do meu erro. Como me poderia esquecer. Lembro-me de mil e uma vozes me chamarem à razão. Lembro-me de não querer saber, de me estar literalmente a marimbar. Lembro-me de estar cansado, simplesmente farto. Agora sei que errei. Errei na conduta e errei ao não ouvir as vozes. Agora sei que nada disto fez sentido. Agora sei que saí perdedor, tal como tu dizias. Todos saímos perdedores. Como lamento dizer isto. Como me corta o coração as perguntas precisas dos nossos meninos. Como se fossem lâminas a rasgar-me a pele Porque há dores que não passam, que não podem passar. Quando muito estão adormecidas. Admito hoje que fui uma besta. Sim, uma besta. Uma besta que apesar de tudo aprendeu com o erro. Um erro que agora não aceitas que corriga, que não permitas que minimize. Estás no teu direito. No teu pleno direito. Mas sei também que, mais tarde ou mais cedo, aprenderás com o erro que estás a praticar agora. Parece que agora estou no papel daquelas vozes que à data me gritavam ao ouvido, que me tentavam, em vão, chamar à razão. Mas se calhar tens mesmo de errar. Como eu errei. Que não descubras o teu erro tarde demais, é esse o meu desejo. Da minha parte, desculpa por tudo.E não mintas a ti própria. Não o faças. Não estás a ser honesta contigo própria.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Ainda o mundial da Shakira

Vice-campeões do Mundo

Fomos afastados do Mundial pela campeã do mundo de futebol. Isso é bom. Porquê ? Porque faz de nós uma espécie de vice-campeões, ao lado da Alemanha e Holanda. Afinal fizemos um excelente mundial.

It´s complicated

É complicado ser-se só amigo de quem se ama. Porque essa amizade nunca é desinteressada, anda sempre acompanhada. De braço dado com sentimentos muito menos racionais, que suplantam a amizade. Porque cada gesto tem sempre algo mais. Porque o coração fala mais alto, ofusca tudo o resto. Por isso, tenho muita dificuldade em ver-te como simplesmente amiga. Por isso me traio vezes sem conta. Por isso mudo de personalidade como um camaleão. Não amar-te seria mais fácil, sem dúvida que seria. Não sonhar-te seria incomensuravelmente menos penoso. Seria... mas não é.

sábado, 10 de julho de 2010

Cores do mundial


Já viram como as cores da nossa selecção são feias ? Apagadas, sem garra, sem pinta de beleza. Até mete dó. Não admira os nossos jogadores jogarem tão mal. Mal por mal prefiro o equipamento branco da selecção. Sempre tem mais vida, sempre tem luz, mais chama, mais ritmo. Mas as cores que de facto adoro são as da Holanda, do Brasil e da Argentina. Se calhar é por causa do calor. Se calhar é porque são apelativas, cheias de energia. Se calhar porque cheiram a verão.

http://avontaderegresso.blogspot.com/

Lindo, lindo. Muito bem escrito.
Post retirado do blog acima: "Tenho amigas que agradecem aos pais terem-lhes mostrado como se ama de verdade, sem condições, horários, nem prazos de validade para esticarem uma mão de ajuda, incondicionalmente.
Tenho amigos que me dizem que tudo devem a quem os criou e lhes deu as directrizes de vida, pois na falta de oráculos-guia, recorrem às memórias do que lhes foi passado pelos seus próprios guardiões, os pais.
Conheço quem queira deitar a cabeça no colo da mãe quando tudo o resto falha aos 40 anos porque foi assim que sempre fez desde menino e é esse abrigo que busca instintivamente.
Depois conheço quem passe a maior parte da vida buscando os seus próprios valores, tacteando apenas com o coração o que será melhor para si, contando apenas com o seu próprio instinto, sabendo por onde não quer ir, por ter percorrido já aquele caminho demasiadas vezes e saber que não é por ali que quer levar os filhos.
Às vezes viver sem estrelas-guia, sem conselhos sábios, sem recordações não é fácil. Mas pode sempre pegar-se na falta de mapas, de bússolas, de rotas traçadas com amor e tentar imprimir pontos cardeais nos filhos. Fazer de tudo para que eles sintam que sempre tiveram um lugar importante e não se limitaram a ser pedras no caminho da felicidade de alguém.
Não repetir os mesmos erros é a chave, mas uma chave que muitas vezes magoa ao ser rodada."

Lisboa tropical

Gosto.

Provérbio Polaco

"Trocava a minha história por uma melhor geografia". Não é bem assim, mas a ideia é esta. E que jeito dava a Portugal a alteração da sua situação geográfica.
P.S. - Minha fonte: Carlos Magno, jornalista.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Fazer e não fazer


Há pessoas que nos fazem sempre bem. Há outras que nos fazem sempre mal. Há ainda aquelas que nos fazendo bem, por vezes nos fazem mal. Cuja presença na nossa vida, seja a que título for, nos faz mais mal do que bem, nem que seja por uns instantes. Por isso, nesses momentos, convém afastar-mo-nos, porque se calhar também nós lhes fazemos mal. Por breves momentos, certamente. Mas fazemos. É o tal respirar fundo no sopé da montanha, para quem sabe a seguir ser capaz de respirar um ar mais puro.

Paciência


Já não tenho. Tinha pouca, mas agora ficou reduzida a nada. Por isso, não tenho escrito. Por isso, não tenho comentado blogs, por isso não participo activamente no facebook, com fotos, comentários e afins. Por isso, não fico em filas de restaurantes, cinemas, supermercados, seja lá do que for. Por isso, não consigo ler livros. Não se trata de ser melhor ou mais do que os outros. Nada disso, Não tenho é paciência. Fico a ferver, em pulgas. Com uma facilidade tremenda que até a mim me assusta. Mas não deixo de admirar aqueles que a têm, pq acho salutar, pq é preciso parar, pq não faz bem o coração estar sempre acelerado, em todos os sentidos. Como o colibri. É assim que me sinto muitas vezes.

Breves


Participação de Portugal no mundial - serviços mínimos;
Portagens nas SCUTS - sempre discutível;
Aumento dos impostos - um mal necessário - juntamente com cortes nas despesas - quando o Estado esbanjou e continua a esbanjar dinheiro;
Millenniumbcp - mais uma vergonha com o valor pago ao Dr. Armando Vara;
Rádio Clube e 24 horas - é sempre pena ver projectos deste tipo e qualidade (no 1.º caso) fechar;
Centros comerciais - às moscas, com raríssimas excepções;
Países de presente e futuro - emergentes, como Brasil e Angola, e também agora Moçambique;
Emigração - Quando as alternativas não existem;
PT - Acho muito bem a tentativa de salvaguarda dos interesses nacionais. Os Espanhóis fariam o mesmo;
Bancos nacionais - credibilidade em queda. Solidez já era;
PIGS (economês) - claro que somos;
Estado Português - já nem com esse podemos contar;
Agências de rating - Uma tanga;
Violência doméstica - Preocupante;
Férias - bem precisamos.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Selecção Nacional


Desculpem lá, mas alguém estava à espera de um milagre ? Alguém esperava que de um momento para o outro, a nossa selecção fosse a maior do mundo. Somos mesmo crentes. Viva é a Argentina e as suas fãs. E o anúncio da Zon com a bandeira nacional humana.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

O caminho

O caminho faz-se caminhando, tendo por companheiros todos aqueles que querem fazer parte dessa jornada. Olhar em frente e andar. Com a certeza que o caminho muda muitas vezes de direcção, mas não deixa de o ser. É o nosso caminho. Por isso ao caminho que se faz tarde ...

terça-feira, 1 de junho de 2010

Pois que sim

Pois que sim ! Pois que todas as mulheres devem ser tratadas como princesas. Pois que sim ! Pois que todos os homens também devem ser tratados como príncipes.

sábado, 29 de maio de 2010

Devem estar a brincar

No meio de toda esta turbulência a AR preparava-se para construir uma sala para os deputados fumadores ? Mais, preparava-se para aumentar o seu orçamento. Estes gaj... só podem estar mesmo a brincar. Mas a brincadeira tem limites e sinceramente já começa a fartar. Até quando pensam que aguentamos mais aumentos de impostos, sem convulsões sociais. Sinto-me enojado pelo estado a que deixaram chegar este país. Vão-se lixar. Estamos fartos de ser os palhaços. Qualquer dia os brandos costumes passam à história.

P. S. - Senhores políticos:
Deixem-se da mania das grandezas e andem em carros particulares, nos vossos carros pessoais. Voem em classe económica, que o povo não morde. Deixem-se de secretárias e adjuntos. Diminuam as ajudas de custo. Porque nós também não os temos e não morremos. Acabem com as campanhas políticas megalómanas que apenas poluem o País de cartazes inúteis. Diminuam o n.º de deputados para o mínimo previsto na Constituição. Honrem o País com trabalho, dedicação e honestidade. E se não sabem mais, então por favor limitem-se ao essencial. PORTUGAL E OS PORTUGUESES AGRADECEM.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Parabés ao Benfica .

Não poderia deixar de dar os meus parabéns ao Benfica. Não pela arrogância e prepotência do seu presidente. Não por mandarem na liga e nos seus dirigentes. Não pela vergonha dos túneis e de ter jogado quase sempre contra equipas com 10 elementos. Não pelo cabelo do seu treinador. Mas porque foi de facto melhor, porque tem a melhor equipa, os melhores jogadores e treinador. Não me custa admitir - em boa verdade, até custa -porque é um facto. Porque essa verdade foi muito nossa nas últimas décadas, apesar de muitos benfiquistas não o admitirem. Agora sim, Portugal está contente, como diz o Sr. LFV. Agora sim, Portugal e os PALOP estão em festa. Aliás, o mundo está em festa. E já agora obrigado por nos deixarem conquistar a taça de Portugal e a supertaça, o campeonato de hóquei em patins e de andebol. E obrigado por nos deixarem existir. A nós e aos outros clubes todos de Portugal.

Não olvidar

Quando for grande quero não esquecer que a minha vida é o que é porque determinadas pessoas existem. Porque sem elas tudo seria muito mais difícil. Diferente. Pior. Mais duro. Quero não esquecer que se tenho um caminho seguro traçado, tal é possível porque essas pessoas não foram a lado algum. Porque os castelos se mantém de pé não apenas à custa da realeza. A bem da verdade das coisas, quero me lembrar disso quando for grande.

Assumam as coisas !


Nesta altura de crise, lembro-me do país dos doutores e engenheiros que nos tornamos. Muitos deles no desemprego. Das empresas prestadoras de serviços e dos escritórios bonitos que povoam as nossas cidades. Das gerações que hipotecaram o seu futuro para que pudessem intitular-se proprietárias de uma casa que dura trinta anos a pagar. Porque isso do arrendamento não é para nós. Nós não. Nós fomos feitos para ser donos de algo. Penso nos bancos que nos pedem ajuda em alturas de dificuldade, mas que guardam para si os lucros em épocas de prosperidade. Penso no povo teórico que nós somos. Nos opinion makers que invadem o nosso país. No imenso rol de comentadores que nos entram pela casa dentro através dos jornais, da rádio e da televisão.Pois é ! Nós somos mesmo assim. De falar, de teorizar e pouco fazer. Somos uns fodinhas. E deixemo-nos de treta com isso dos especuladores, porque nós não fizemos o nosso trabalho de casa. Porque o que nós queremos é pontes, feriados, papas e futebol. Porque o povo - do qual faço parte - quer é circo. Depois ai meu Deus que isto está cada vez pior. Está sim senhora. Por causa dos nossos políticos, por nossa causa e não por causa dos outros. Porque Portugal é uma enorme cigarra. Que o diga a Alemanha, a formiga da Europa. Agora gritem porque vai doer!

Na sombra


Sempre achei piada àqueles desenhos animados em que a personagem principal combatia com a sua sombra. Pois é, a nossa vida muitas vezes é assim. Uma sombra - do passado e do presente. Uma sombra que corre atrás de nós para todo o lado. Que faz parte de nós, que é nossa, muito nossa. Há sombras assim. Que não saem de lá, que são atrevidas, que nos engolem lentamente. Como uma sombra deve ser. Há sombras que nos fazem bem e outras nem por isso. Mas por muito que se assobie para o ar, ou se olhe para o lado, ela permanece lá, teimosamente nossa.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Gostar

As pessoas de quem verdadeiramente se gosta, nunca se deixa de gostar. É assim mesmo.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

De facto, e se pudessemos voltar atrás ?


Não sei se a pergunta me é de alguma forma direccionada. Assim assim é uma pergunta pertinente. Deveras pertinente. Muitas vezes seria bom voltar atrás para que as coisas pudessem ser diferentes, para que pudéssemos apagar os rabiscos mal feitos, os desenhos imperfeitos. Para que tudo, ou parte desse tudo, pudesse ser diferente. Seria bom, muito bom. Mas não é assim que funciona. Porque a vida, a nossa vida, não é escrita a lápis nr. 2 ou a qualquer outro. A danada tem personalidade, porquanto não se submete a uma mera borracha branca. É antes um contínuo pedaço de tinta, daquela tinta que teima em sair, que nos suja os dedos, que deixa marcas, marcas do tamanho da memória. Ainda assim, por mim teria sido diferente se pudesse voltar atrás.

quinta-feira, 11 de março de 2010

Quando for grande quero ser ...

Adorava ter idade para responder a esta pergunta. Mas já não tenho mais, pelo que a mesma carece de sentido. Seja como for acabei por não ser nada, mesmo nada, daquilo que tinha imaginado. À data de hoje -porque tudo mudou e os sonhos são outros - o que gostava mesmo de ter sido era um homem modelo, um bom chefe de família, um super-pai com braços e coração do tamanho do universo. Sonhos pequenos os meus, dizem vocês. E dizem com toda a razão. Mas nem sempre as coisas mais simples são coisas menores. Gostava mesmo de ter sido !!

Ando desactualizado, pois ando.


Pelos vistos estamos em vias de mergulhar novamente numa recessão económica. Que diabo, ando mesmo desactualizado. É que nem me tinha apercebido que já tinhamos saído da anterior. Isto de só ligar ao futebol dá nisto.
Adenda - sei que a foto não tem nada a ver com o tema, mas achei-lhe piada.

Os gauleses tinham era razão


Com a quantidade de estruturas que cedem a todo o instante, como seja o caso do viaduto que colapsou no IP4, nunca os gauleses (Obélix e companhia) tiveram tanta razão ao temer que o ceú lhes caísse em cima. Eu, da minha parte, sou cada vez mais gaulês.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Parabéns barriga



Como poderia me esquecer ? Não podia e nem me esqueço. Para ti, parabéns. Pelo aniversário, por ti, pelo teu percurso como ser humano, pelo que de bonito transportas em ti, no teu simples respirar. És de facto a pessoa mais valiosa que conheço. És a tal. A escolhida (como no filme "Golden Child"). Tu és um sinal + em tudo o que fazes. Assim sendo, só poderia desejar que a vida te mostre, na maioria das vezes (porque pedir mais é ilusão), o seu lado mais bonito. Porque mereces, mereces mesmo. Porque sem ti a vida daqueles que te rodeiam seria infinitamente mais pobre, menos vida. Pelo menos a minha seria. Para ti, minha rainha.
P.S. - A brilhante autora do blog http://www.barrigacheiadefelicidade.blogspot.com/ faz hoje anos.

terça-feira, 9 de março de 2010

Pessoas boas


As pessoas genuinamente boas são aquelas que, no meu modesto entendimento, não desejam o mal (estamos a falar do mal com letras maiúsculas) mesmo àqueles que, consciente ou inconscientemente, lhe provocaram algum tipo de dor física ou de qq outra espécie. Essas são para mim as pessoas verdadeiramente boas. Aquelas que valem a pena. Confesso que conheço poucas pessoas assim. Mas ainda assim tenho a felicidade de conhecer algumas. Uma delas, e sem qq falsa modestia, reside em mim. Esta é uma descoberta recente, muito recente aliás. Mas não é por isso que deixa de ser verdade, pelo menos a minha verdade. E digo-vos que me sinto bem comigo próprio por ser feito deste barro tão nobre. Isto, independentemente de o mundo estar cada vez mais saturado de canalhas, de pessoas sem valores, de vermes que não dignificam o ser humano. A essas personagens menores limito-me a ignorá-las e a virar-lhes as costas. Como se não existissem. Porque essas, essas são uma perda de tempo. Simplesmente isso. Tão natural como a água que teimosamente corre no rio.

terça-feira, 2 de março de 2010

Alberto João Jardim e José Sócrates



Tão amigos que eles agora são. "Eu é que agradeço. Não. Eu é que agradeço. Não. O prazer foi meu." A vida é mesmo uma caixa de surpresas. Timber !!!!!!!!!!!

Pergunta marcante



Li eu uma pergunta (mais ou menos assim) num questionário na revista do jornal Público de domingo passado: "Quando é que teve consciência que falhou
na vida ?" Uma pergunta marcante, forte. Sem algodão pelo meio, seja ele doce ou salgado.

Fantasmas


Acredito convictamente que todos nós temos os nossos fantasmas, os nossos medos. Uns maiores que outros. Uns cobertos de vestes negras e outros ainda de mantos brancos. Acredito nos fantasmas que vamos criando pela vida fora. Os quais apenas existem porque nós o demos á luz, porque lhes oferecemos a outra face, porque não os expulsamos no devido tempo, no nosso tempo. Seja como for, eu transporto em mim alguns fantasmas. Mas entre hoje e amanhã vou abater um deles. Um gigante de braços enormes que tomba de pé. Forte como um touro, lindo como um arco-íris. Majestoso, imponente, quiça secular. Tenho pena pois é objectivamente um guarda-costas, e acompanha-me há uns anos. Não deixa, todavia, de ser um fantasma. Daqueles que está sempre lá, que nunca me deixa em sossego, que zumbe nos meus ouvidos, que se faz ouvir e sentir. Daqueles que não é possível ignorar. Lamento, amigo, lamento muito. Muito, mesmo. Mas tinhas mesmo de partir. Que repouses em paz, no olimpo dos grandes deuses.

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Definição de amor

A minha definição de amor : querer ser melhor por causa da pessoa amada (não é um original meu). Qual é a vossa ? Hoje ouvi esta: é querer ouvir a outra pessoa.

Carnaval invernoso

Um viva à coragem daquelas meninas que, a tentar imitar as sensuais mulheres brasileiras, desfilam por esse Portugal fora apenas com umas tímidas vestes a cobrir os seus corpos. Porque isto do Carnaval brasileiro, isto da sensualidade na pele, também se faz com muito calor. O mesmo calor que, supostamente, faz daquele povo um dos mais felizes do mundo. Que saudades do Rio de Janeiro!

Assim é mais fácil


Tento não pensar. Tento não sentir. Tento não rir demais nem perder-me num mar de lágrimas inúteis. Tento viver um dia de cada vez, com a brisa da noite a bater-me no rosto. Tento ser eu próprio, ser fiel aos meus ideais. Porque assim é mais fácil. Porque assim ajuda e muito. Porque esta é a única forma de equilíbrio que neste momento consigo encontrar. Sinto o meu coração partido quando sou forçado a pensar a minha vida um pouco mais longe no tempo. Como, por exemplo, acontece com a programação das próximas férias. Porque isso faz-me sentir mal, indisposto, dá-me comichão por todo o corpo. Porque agora nada mais é natural, nada mais tem o mesmo sentido ou o mesmo sabor de outrora. Tudo agora me pareçe forçado, desde o acordar ao deitar. Em lado algum me sinto em casa. Em circunstância alguma me sinto inteiro, preenchido. E quanto mais penso nisso, pior. Por isso, como já o disse, prefiro não pensar. Este é apenas um relance de um momento em que não consegui manter o muro erguido, em que me deixei invadir pelos sentimentos. Mas já passa, passa já.

S. Valentim


Ontem fui ao pingo doce (o da famosa canção de janeiro a janeiro) e constatei que os morangos , nesta época, vêm embalados em caixas de plástico em forma de coração e não em meras caixas quadradas. Ridiculo, mas curioso. Resolvi comprar o jornal I e para meu espanto tive direito a uma maça – supostamente o fruto do amor. Não param de me espantar estes senhores do marketing. Vale tudo para seduzir o consumidor. A propósito, ou a despropósito, lembrei-me de um motel, perto do Porto, que publicita os seus serviços através do recurso a uma imagem de um casal de idosos.

Song for Haiti (we are the world part II)

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Tourada

O Presidente da PT, a propósito das recentes escutas no caso face oculta, diz-se corneado por dois dos seus administradores. Isto é mesmo uma tourada. Falta esclarecer se o touro não somos todos nós - contribuintes.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Ténico de Recursos Humanos procura-se

Procura-se, de preferência vivo (just jocking), um profissional de RH para exercer o cargo de técnico de RH numa empresa de média dimensão de vestuário, com sede em Vila Nova de Gaia. Requisitos: 1) experiência mínima de 3 anos na área (a nível de processamento de salários, elaboração e gestão de contratos de trabalho, acordos de cessação de contratos de trabalho, contactos com a Seg. Social e finanças - penhoras de vencimentos -, elaboração de horários de trabalho, fecho de contas, requisição de exames médicos, etc, ou seja, experiência em todas as matérias de RH, com total domínio da legislação laboral) 2) idade até aos 35 anos 3) viatura própria 4) domínio do inglês e informática na óptica do utilizador 5) de preferência com licenciatura concluída em RH. Os interessados deverão enviar o seu Curriculum Vitae para o email vmelo@bruxelasstore.com. Grato.

domingo, 31 de janeiro de 2010

Invictus (what a movie)


Invictus. Um grande filme (ainda se fazem grandes filmes, que alívio!). E porquê ? Porque tem dois excelentes – o Sr. Morgan Freeman (no papel de Mandela) e o Sr. Matt Damon. Mas mais que isso, vale pela história. Uma história notável. De um país.De uma equipa de rugby que une o que o homem branco dividiu. A história de um estadista, de um senhor, de um homem. Não apenas de um homem. Seria imperdoável ser tão redutor. Antes do eterno Presidente Sr. Nelson Mandela. O homem das camisas de cor. O homem da nação arco-íris. Provavelmente a maior figura do século XX. Notável a sua visão do mundo, de futuro, a sua inteligência, a sua capacidade de perdoar, de ser grande e de tornar grande um país já de si enorme. Uma lição de vida, uma lição de humanidade. Homens como este não merecem nem podem ser esquecidos. E o filme vale por isso. Por nos relembrar esse grande homem. Por nos educar a ser melhores. Por ser real, por ser verdadeiro. Porque ainda existem verdades bonitas. Porque Avatar é imaginação e isto é real. Pura realidade. Por isso, não percam. The Oscar goes to the movie Invictus. No doubt about it. Obrigado, Sr. Clint Eastwood por mais um excelente filme.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Concordo plenamente

Junto a minha voz à do Sr. Ministro das Finanças. Numa altura em que urge controlar as despesas públicas o Dr. Alberto João Jardim (AJJ) tem o descaramento de vir impor mais dinheiro aos cubanos do Continente. E ainda por cima o faz com a arrogância e petulância que lhe é habitual. Nada de novo, portanto. Eu é que, do alto da minha inocência, tinha como assumido que o ilustre governante não queria nada connosco. Tinha para mim que esse senhor era um acérrimo defensor da autonomia da Madeira. Claro que o é e será sempre. Com excepção das ocasiões em que carece do nosso apoio financeiro. É como o filho que nunca aparece em casa dos pais a não ser para cobrar a mesada. Governar assim não custa. Custa-nos é a nós que continuamos a injectar dinheiro numa das regiões mais desenvolvidas de Portugal, a par de Lisboa. E já agora, a talhe de foice, como é que fica a região Norte - a região mais pobre do país - no meio disto tudo ? Região esta da qual foram, incompreensivelmente, desviados dinheiros para a região de Lisboa. Se é assim, ao menos que o Dr. AJJ tenha uma postura mais cordata, mais adequada. Mas, é como tudo. Haverá sempre aqueles que mordem a mão de quem os alimenta.

Ao senhores inocentes


Ao Benfica e à sua panóplia de trunfos debaixo da manga. À sua capacidade disfarçada (para quem for ingénuo) de minar, a qualquer preço, o terreno de todos os adversários que lhe aparecem pelo caminho. Veja-se os casos sucessivos do túnel da luz com o Nacional e o FCP (casos que não surgem em mais nenhum túnel deste país) e a estranha questão do suposto incentivo aos jogadores do leixões por parte do Braga. Vale tudo. Até mesmo apedrejar carros. Maquiavel era certamente benfiquista.

The Peas (simplesmente fantásticos)

MJ (nunca é demais relembrar)

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Mike Tyson do Futebol Português


Gosto


Quem é que não gosta de carinhos, de ser bem tratado, de sentir que ainda existe ? Que se importem connosco ? Eu gosto e gosto muito. O problema é que muitas vezes isso perde-se no emaranhado dos dias, sejam eles passados com a pessoa x, y ou z. É uma merda isto da vida com sentimentos, uma grande merda !!!!

Isto das novas tecnologias


Então não é que hoje recebi, através do facebook, um pedido de abraço de um homem com mais de cinquenta anos. Como ? Um abraço ? A seguir vai-me mandar um ramo de flores e beijinhos (e não, não é homossexual). A malta perdeu foi a noção do ridículo. O bom senso já era, fugiu e nós não fomos atrás dele. Na verdade, isto das novas tecnologias está a deturpar toda a realidade. Vale tudo. Já nada parece mal.

Piada do ano (e ainda agora o ano começou)


O Dr. Pedro Santana Lopes vai ser condecorado pelos elevados serviços prestados à nação. Claro que sim, e a seguir o Padre Frederico vai ser nomeado bispo do Porto e o Luís Filipe Vieira presidente do Tribunal de Contas. Este país é um espectáculo.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Fugi, é verdade !


Fugi ! É verdade, fugi ! Porque estava farto, porque não queria mais, porque não aguentava os barulhos e as invasões de privacidade constantes. Porque deixei de me ouvir pensar, porque me sentia sufocado, sem espaço para respirar. Porque cheguei ao meu limite. Porque me acobardei, não tendo, reconhecidamente, esse direito. Porque não soube ser melhor. Porque não me esforçei o suficiente. Por isso fugi. Fugi na direcção mais fácil. Fugi das responsabilidades, da vida real tal como ela é - rotineira e menos romântica que nos filmes. E nessa fuga, perdi-me. É mesmo assim, é um facto. Perdi-me de muita coisa - da mulher que sempre amei, dos meus filhos, da minha família, dos amigos que julgara existirem, de tudo o que me rodeava. Divorciei-me do mundo, do meu mundo como ele era até então. Do qual, diga-se, ainda me sinto divorciado. Agora é como voltar a aprender a andar. Com a desvantagem de que reaprender a andar é mais penoso e difícil do que andar pela primeira vez. Porquanto agora sinto em mim o peso das histórias, das opções erradas, das feridas marcadas na alma. São os nossos grilhões. Seja como for, agora há que reconstruir. Há que reconstruir a partir da pedra basilar - os meus filhos. Por isso, quero estar com eles hoje, amanhã e sempre. Quero demonstrar que os amo, que os amarei sempre, com todas as minhas forças. Que serei a sua guarda pretoriana. Que estarei aqui sempre, que não vou a lado algum, ainda que estejamos em casas separadas. Porque, tal como o dizes, é um direito que me assiste. Desde que eles mo permitam, como felizmente o permitem. E amar é mesmo assim. É não desistir, é lutar por nós, enquanto pai e filhos. E não precisas de agradecer. Não precisas de todo. Não o faço para receber agradecimentos, sabes bem disso. Faço-o por eles e por mim. Porque se não estivesse em paz com eles jamais conseguiria olhar-me ao espelho, reerguer-me. Mas quero também que saibas que compreendo que sintas um pouco de injustiça, de ciúmes, neste meu reencontro com os nossos filhos. De todo o modo, é melhor para eles que seja assim. E eles são o que mais interessa. No que a nós - como se ainda existisse um "nós" - respeita, confesso que também sinto pena. Muita pena. Por ti, por mim, por nós. Pelo que nos amavamos, pela nossa história, pelo nosso amor louco de outrora, pelos caminhos que percorremos juntos, pelo que construimos, pelo que sonhamos, pelos nossos sorrisos de crianças - que já não somos mais. Mas não posso também deixar de ter pena que ainda hoje não tenhas percebido/assumido o teu grau de culpa - diminuto, é certo - em toda esta história. Que não tenhas aprendido com isto tudo, como eu aprendi. Que não te tenhas tornado numa mulher melhor, mais compreensiva, mais flexível, menos a preto e branco. Apesar disso, sempre te considerei uma grande mãe e uma grande mulher, cheia de predicados. E sei que o serás sempre, porque não sabes ser de outra forma. Por fim - the last, but not the least -, queria dizer-te obrigado por tudo aquilo que te devia ter agradecido e que não o fiz.

Governantes


O Haiti é um exemplo extremo de um país mal governado durante anos a fio, como tantos outros neste planeta. Lamentavelmente para a população local. Porque eles, tal como nós, são um produto dos seus governantes, ou melhor da sua capacidade e dedicação à causa pública. E no Haiti, os seus governantes trataram de desvastar o país, até à última folha. Basta comparar a floresta verdejante que tinham e que agora desapareceu. Por isso, mesmo antes do recente desastre natural que os assolou, já pouco lhes restava. Limitam-se a contemplar a verdejante vizinha - a República Dominicana, e sonhar. Pois nós - tal como os Haitianos - também deviamos ter tido, ao longo destes anos, governantes capazes. Mas não, não tivemos. Por isso também olhamos para o nosso vizinho e sonhamos. Isto independemente de, como povo, também sermos culpados do actual estado das coisas, exactamente como os haitianos. Interrogo-me muitas vezes como teria sido se o Francisco Sá Carneiro não tivesse morrido. Se calhar nada teria mudado. Se calhar ...

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

SMS's da treta


Este ano que passou proibi-me de responder aos sms's de natal e ano novo que recebi. Porquê? Porque são uma treta. Porque a maioria das pessoas que nos enviam os sms´s não existiram na nossa vida durante esse ano ou se existiram foi só de passagem. Chega de mensagens inúteis, sem verdadeiro conteúdo, chega de massificar sentimentos. Por isso, este ano, como no anterior, não responderei a mensagens sem sentido, nem perderei tempo com quem não vale a pena. As operadoras de telemóveis que me perdoem, mas é mesmo assim.

Mudanças


Finalmente já tenho o meu espaço, só para mim. É pequeno. É um apartamento T-1. Para já serve. Depois logo se vê. Seja como for, não há nada como ter um espaço só nosso, o nosso reino. Para além disso, os miúdos têm dormido comigo uma vez por semana. Só demonstra que evolui, que evoluimos juntos. Porque eu, ao contrário de alguns pais cuja forma de estar não compreendo, estarei sempre de coração e braços abertos para os meus filhos. Por isso, tento fazer o possível para não perder a relação que tenho com eles. Porque uma coisa é o casal, ou melhor o ex-casal, e outra coisa são os filhos. Esses duram para toda a eternidade, ficarão sempre em nós.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Bom dia

Bom dia. Como terão pressumido, estive ausente por motivos profissionais, mas tive saudades vossas. De vos ler, de vos sentir. Seja como for, cá estou. Espero que tenham tido umas boas festas, porque o merecem, porque todos merecemos. Eu, da minha parte, cá continuo na minha vida. A trabalhar dia após dia, a amar os meus filhos mais do que nunca. Porque este ano, como nos que hão-de vir, quero ser merecedor do amor que os meus filhos têm por mim. Quero ter a serenidade necessária para distinguir o certo do errado, o secundário do essencial. Os meus votos são que este novo ano seja um ano de regresso à vida, à felicidade, assumam elas a forma que assumirem.