domingo, 13 de setembro de 2009

Red Bull Air Race


Uma vez mais realizou-se no Porto e em Vila Nova de Gaia a Red Bull Air Race (3.ª edição em Portugal). Não assisti ao evento porque não estava na invicta, mas agrada-me sempre que o meu (será sempre um bocadinho meu, esteja eu onde estiver) Porto seja o centro das atenções. Agrada-me ver a cidade cheia de vida, de movimento e de corações a bater. Seja como for, assola-me uma dúvida. Não acham perigoso aqueles aviões sobrevoarem a cidade, realizando acrobacias malucas? E se de repente houver lugar a uma queda acidental de um desses aparelhos ? Não sei se alguma vez isso aconteceu, mas isso preocupa-me sempre que o evento chega ao meu burgo. Mas que é bonito de ver, lá isso é!

Transportes públicos


Hoje fiz uma viagem, em transportes públicos, desde a margem sul do rio Tejo até ao Porto, que mais parecia uma viagem ao fim do mundo. Senão vejam: Começei por viajar de carro, depois apanhei o barco até Lisboa, posteriormente o metro de Lisboa, o comboio de Lisboa até Campanhã, seguidamente o metro do Porto e finalmente andei a pé cerca de 15 minutos até chegar ao destino. Pelo meio tive de carregar várias vezes o andante (cartão recarregável) no Porto e o viva viagem (cartão recarregável) de Lisboa. Nisto tudo demorei cerca de 6 horas. Como é que é possível ? Só faltava andar a nado, apanhar o avião ou o helicópetro. Mas a viagem lá teve o seu fim.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

11 de Setembro de 2001


Lembro-me como se fosse ontem. Estavamos nas Maurícias, em lua de mel. A aproveitar um clima que afinal não era bem de verão. Tinhamos acabado de vir da piscina, chegamos ao quarto e ligamos a TV. Estranhamente estavam a dar as mesmas imagens em todos os canais noticiosos. Aviões a chocar contra duas torres que ardiam abundantemente, pessoas a fugir, cobertas de um manto branco, aos gritos no meio de uma tremenda confusão. Pó, muito pó e desespero, muito desespero. Só podia ser um qualquer filme americano (tipo assalto ao arranha céus), com um daqueles orçamentos de fazer inveja ao cinema europeu. Ou então um filme de zombies. Mas não podia ser, pois na CNN não passam filmes, muito menos com comentários de jornalistas apavorados. Surreal, absolutamente surreal. Lentamente percebemos o que se estava a passar. Era então realidade. Uma realidade que não se sabia como começara nem como iria acabar. Seria o início de uma nova guerra mundial ou algo similar ? E logo em solo da maior potencial mundial. Muito estranho, muito estranho mesmo, sobretudo quando se está tão longe de casa, do nosso ninho. Meios atordoados com os acontecimentos, e porque a fome não liga a confusões ou misérias alheias, saímos para jantar. Em nosso redor todos discutiam o mesmo tema. Todos com ar de desorientados, tal qual uma bússola no meio de um campo magnético. Até os empregados do Hotel que, ao invés de estarem nos seus postos de trabalho, se encontravam reunidos em pequenos grupos de 5 ou 6 elementos a assistir às ditas imagens. Tudo parecia virado de pernas para o ar. A ordem parecia perdida. Foi assim nesse dia. Mas as luas passaram e tudo voltou à normalidade, pelo menos à normalidade possível. A registar ainda uma fragata de guerra atracada no porto da ilha de Reunião (solo francês), para onde fomos depois das Maurícias. Era afinal um sinal de que a coisa estava feia, que assumira uma dimensão global. Passado quinze dias de férias e apesar do nosso receio de ficarmos retidos numa terra estranha, lá chegamos finalmente a casa, ao nosso castelo. Foi assim, mais ou menos assim, que assistimos - eu e a S. - ao 11 de Setembro de 2001. Sabemos agora que o nosso castelo não era afinal feito de pedra, como pensaramos, mas antes de areia. Daquela areia frágil que voa com o vento, daquela areia fina que se perde por entre os dedos, daquela areia inseguraque desaparece nas ondas do mar.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Nomes


Isto dos nomes próprios é muito subjectivo. É uma questão de gosto, como muitas outras coisas na vida. Há quem goste de nomes curtos e simples (como eu), outros de nomes estrangeiros e outros ainda de nomes estranhos e/ou complicados. E depois há uma espécie à parte, que são aqueles que gostam de misturar dois nomes bonitos, promovendo um autêntico massacre. Como seja, Hugo Miguel, por exemplo. Mas se não fosse assim que seria do amarelo ? A propósito não gosto nada do meu nome - Vitor Manuel. Ao menos tenho o nome de uma marca espanhola de melões. Que sorte !!

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Sócrates e Louçã


Ou é de mim ou ontem o Sócrates arrasou o Francisco Lousã (personagem com a mania que é o mais iluminado dos politicos) ? Ou é de mim ou o Francisco Louçã parecia ter vergonha do seu próprio programa de governo ? Se não tem devia ter, porque tem propostas absolutamente inacreditáveis, irreais, desajustadas da realidade, como a nacionalização de sectores chave da economia ou o aumento dos impostos para a classe média (se bem que tenho dúvidas que esta classe ainda exista). Não é uma questão de ser de esquerda ou de direita, porque não é. Aliás Portugal é tradicionamente um país de esquerda. É antes uma questão de ser razoável. Qualquer dia ainda vemos o Tio Louçã almoçar com o Fidel e Raul Castro ou o Hugo Chavez. Seja como for, ainda não sei em quem vou votar. Decidi antes em quem não votar - no BE. Melhor que nada.

Selecção nacional


Tinha de ser, alguma vez tinhamos de ganhar um jogo na era Carlos Queiroz. Pois foi hoje e com um golo de um luso-brasileiro - o Pepe. Pode não servir para mais nada, mas pelo menos serve para atenuar o nosso sentimento de vergonha face aos últimos resultados da selecção nacional. Que se lixe, eu nem ligo muito a isto das selecções. Mas que ganhem, ainda que as cores do nosso equipamento continuem a ser horríveis. Estou a ser injusto. O equipamento branco nem é feio de todo. É certo que lhe falta um pouco de azul, mas pronto... Just jocking.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

8 de Setembro será sempre assim


A história da humanidade é fértil em datas. Pois a de cada ser humano também o é. Para mim este dia - 08 de Setembro - será sempre diferente de tantos outros dias do ano. Como uma marca, como um sinal cravado na pele. Que teima em manter-se lá, em resistir, em ser uma testemunha de tempos maioritariamente felizes.

Essa é boa


Entrevista a Paula Bobone:
"Jornalista - Alguma vez traiu ?
PB - Com espírito de traição nunca. "
Pois claro !!...

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Não é


Não é por isso que se é diferente (para melhor) que os demais. Não é por se adicionar lic. ou Dr. ao nome. Não é por se falar bonito ou por se escrever bem. Não é por se saber poemas de poetas desconhecidos. Não é por se ouvir música clássica ou por se saber a história universal de fio a pavio. Não é porque se tem uma secretária a quem ligar ou uma empregada a quem mandar. Não é porque se é tratada por tia. Não é por se saber falar espanhol ou porque se tem um nome pomposo. Não é pelo lenço ao pescoço ou pelo polo lacoste. Não é por se saber enumerar todas as estrelas existentes. Não é por se ser branco ou por se usar fato e gravata Hugo Boss. Não é porque se tem um carro XPTO. Não é porque temos um aspecto mais cuidado, com plásticas à mistura ou porque os nossos amigos se chamam Bernardo, Tomaz ou Martim. Não é pelos cartões de crédito que ostentamos na carteira. Não é pela quantidade de janelas que a nossa casa possui. Não é por se estar rodeado de mordomias. Não é pela marca de café ou pela água evian que se bebe. Não é por se ler o Le Monde ou o Financial Times. Simplesmente não é. Nunca será por isso. Há pessoas que ainda não perceberam isso e se calhar nunca irão perceber.

domingo, 6 de setembro de 2009

Simpsons nos EUA/Europa e em Angola


Esta alteração, pelos vistos, apenas serve para a promoção da série em Angola. Na série em si as personagens mantêm as cores amarelas. Ainda assim não deixa de ser controverso.

Coitadinha da menina


A Carolina Patrocínio veio alegadamente a público dizer que só come cerejas se a sua empregada previamente lhe tirar os caroços, o mesmo acontecendo com as uvas e as grainhas. Pois muito bem. Já agora tenho uma dúvida, como é com o namorado Gonçalo Uva ?

sábado, 5 de setembro de 2009

Tomatina


Mais um ano se passou e não fui à Tomatina, em Valência. Shame on me.

"E o burro sou eu ?" - Dizia ele.


Digam o que disserem do Scolari, o homem deixou saudades. A começar pelos resultados desportivos, pelas suas brilhantes conferências de impressa, pelas bandeiras nacionais em cada janela e a terminar naquela inédita cena de pugilato. O Carlos Queiroz é a sua antítese, demasiado low profile, demasiado português, demasiado previsível. Já agora, esta semana, saiu na Sábado uma reportagem sobre o Scolari nas terras de leste (num qualquer país da Ex-URSS, acho eu). Fantástica a fotografia do Scolari com o traje regional. Como sempre, sabe tudo menos ser discreto.
Nota adicional: Após o Dinamarca 1 Portugal 1, só me apetece gritar: - Volta Scolari, estás perdoado.

Ainda há coisas boas


A Manuela Moura Guedes - aquela dos lábios do tamanho do mundo - deixou de apresentar o jornal (não interessa de que dia da semana) da TVI. Ainda bem ! Estava farto de ver aquela senhora arrogante e de gosto muito discutível. O bastonário da OA que o diga. Não me interessa saber porque isto ocorreu e de quem foi a culpa. Se do PS ou da Madre Teresa de Calcutá. Fico é grato por ter acontecido. Hasta la vista, oh boneca.

Superleague Formula


Este fim de semana, no autódramo do Estoril, realiza-se a Superleague Formula em que participam os monolugares do meu FCP e do Sporting. Ou é de mim ou ninguém liga a ponta de um ... a esta treta ? Isto faz tanto sentido como termos uma equipa de futebol Ferrari ou Toyota. Seja lá como for, força FCP !!! Nem que fosse uma prova de berlindes.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Esta nossa polícia não existe


Tenho de contar esta. Hoje dei por mim numa aventura curiosa. Tudo aconteceu porque alguém (e esse alguém não fui eu) fechou a porta de casa, tendo se esquecido da respectiva chave lá dentro. Aliás, já é uma situação habitual. Questão: Como entrar em casa ? Solução: Ou se entrava pela porta (tipo arrombamento) ou se tentava entrar por uma janela que estava semi-aberta, sendo para tal necessário uma escada de dois lanços. A primeira opção nunca foi verdadeiramente equacionada. Quanto à segunda era preciso a dita escada e a verdade é que até corri atrás de uma, infelizmente sem sucesso. Era ver-me a correr atrás de uma carrinha que passou por mim na rua com uma escada enorme no tejadilho. Uma escada daquelas de abrir o apetite, de chorar por mais. Linda, reluzente, a rir-se para mim, mas infelizmente não consegui alcançar a maldita carrinha. Optei então por ir à GNR, por forma a estes chamarem os bombeiros. Cheguei lá e o Sr. Agente estava a tomar conta de uma queixa crime. E fazia-o a um ritmo alucinante. A culpa era do computador dizia ele para o queixoso. Pois sim, do computador e da falta de jeito dele, digo eu. Meia hora volvida, o polícia lá me deu atenção devida, tendo reunido com três colegas por forma a tentar chegar à melhor solução para meu caso. Sugeriu-me uma prática conhecida - recortar uma garrafa de plástico, em forma de cartão e tentar forçar a porta de casa com o dito plástico, dado que esta havia sido fechada apenas com o trinco. Mais, até me demonstrou como o fazer. Vim-me então embora da esquadra disposto a apelar ao meu lado Macgiver. Cheguei a casa e com a ajuda de um vizinho lá consegui abrir a porta. Curioso, no meio desta história, é a polícia sugerir a utilização de um método próprio de assaltantes de casas. Mas, a verdade, é que resultou. Obrigado Sr. Agente.

BE versus PCP


Ontem tentei ver o debate entre o Francisco Loucã e o Jerónimo de Sousa. Tentei, mas não consegui. Porquê ? Porque os dois tresandam a naftalina, a armário fechado, a ideias sem sentido, a demagogia. Para além do mais, vestiam ambos fatos cinzentos, sem cor, sem pitada de sal. Um tédio de cabeça aos pés. Ao menos o Sócrates e o Paulo Portas sempre se vestem melhor. Têm melhor aspecto, um visual mais cuidado, mais in. Só de pensar que ainda falta a Manuelinha até me dá vontade de chorar.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Rynair no Porto


Queria saúdar a primeira base da Ryanair em Portugal inaugurada hoje no Aeroporto Francisco Sá Carneiro.

Imaginação



Pelos vistos já existem empresas que facilitam a descoberta de pessoas em rede sociais, para fins publicitários, cobrando um preço por isso. De facto, não há limites para a imaginação humana. De tudo se faz um negócio, é preciso é ter visão. E nós a vê-los passar. Já agora, adoro os outdoors da Super-bock. Respiram imaginação.

É bom


"É bom estar com pessoas que nos dizem o mundo, é bom estar com as nossas pessoas. É bom sentirmos que estaremos sempre onde elas estiverem, porque o nosso lar são elas. É muito bom continuar a gostar, ainda que seja no escuro ou no silêncio. É muito bom. " V. dixit.
Se calhar nada do que aqui é expresso faz sentido, pelo menos depois do que se passou, mas que se lixe, não estou preocupado com os outros, não estou aqui para ser compreendido, não estou aqui para agradar a ninguém. Por isso, escrevo o que me vai na alma, seja ela confusa ou não.